Tendências da falsificação na moda e na beleza, moldadas pela IA e pelas redes sociais
Quanto mais famosa a marca, mais falsificações. Veja o que a IA passou a permitir aos falsificadores e como a visão da geração Z criou novas tendências nas redes.

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- As principais tendências da falsificação na moda e na beleza
- Tendência 1: anúncios de e-commerce mais sofisticados
- Tendência 2: as redes sociais, terreno fértil para imitações
- Tendência 3: a mudança na visão da geração Z sobre as imitações
- Tendência 4: falsificadores adotam a IA
- Venda de falsificações: como as empresas podem reagir?
Você também deve ter sentido a tecnologia avançar em ritmo acelerado desde o início dos anos 2020. A tecnologia avançada, somada a estratégias meticulosas, criou tendências inovadoras que definem o estado atual do mercado de falsificações (imitações). Neste artigo do blog da MarqVision, tratamos diretamente das principais tendências do mercado de falsificações e do seu impacto no setor, e falamos em detalhes sobre o confronto contínuo entre a proteção de marca e as falsificações.
As principais tendências da falsificação na moda e na beleza
- Anúncios de e-commerce cada vez mais elaborados: mudanças nas páginas de produto e nos termos-chave
- As redes sociais, terreno fértil para a explosão das “falsificações”
- A mudança na visão da geração Z (Gen Z) sobre as “falsificações”
- A adoção de inteligência artificial (IA) pelas falsificações
Tendência 1: anúncios de e-commerce mais sofisticados
Mudanças nas páginas de produto e nos termos-chave
Proteger uma marca exige esforço contínuo. As empresas e os especialistas em propriedade intelectual (PI) adotam sem parar estratégias e tecnologias minuciosas, mas os fabricantes de falsificações também ficam mais sofisticados e mais espertos. Para vender falsificações com mais eficácia, eles se reinventam todo ano.
Escapar da detecção online e das punições legais é, em especial, a base do crescimento dos falsificadores. À medida que a tecnologia para encontrar falsificações online melhora, eles também reorganizam seus produtos para que sejam mais difíceis de achar e de remover dos canais de e-commerce e dos marketplaces online.
Nomes de produto, marcas e termos-chave totalmente ausentes dos anúncios
Os fabricantes de falsificações sabem que o nome oficial do produto, a marca e os termos-chave são a forma mais fácil e rápida de as marcas de moda e beleza encontrarem as vendas de falsificações online. Por isso, os vendedores de falsificações evitam usar o nome oficial do produto, a marca, as fotos e os termos-chave, e não os usam em nenhum momento nos anúncios nem nas páginas de produto.
Apenas fotos de produto próprias
Com o uso mais amplo do reconhecimento de imagens, muitos vendedores de falsificações passaram a não usar as imagens de produto da própria marca. Elas são fáceis de encontrar e permitem às empresas identificar quem vende produtos falsos.
O logotipo da marca também pode ser detectado com IA. Isso permite punir mais os vendedores de falsificações descarados e limita as imagens que eles podem usar. Para escapar da detecção de infrações, os vendedores de falsificações muitas vezes fotografam os produtos por conta própria e escondem o logotipo da marca. Isso dificulta que a inteligência artificial (IA) encontre o logotipo.
Tendência 2: as redes sociais, terreno fértil para imitações
Com a estratégia de eliminar os termos-chave e as imagens dos produtos, os vendedores de falsificações conseguiram se esconder com mais facilidade e evitar que os produtos fossem removidos dos marketplaces online.
Então, como eles divulgam as vendas? O canal que encontraram nesse ambiente restrito foram as redes sociais. O uso intenso do TikTok, em especial, chegou a criar novas polêmicas.
Os anúncios de falsificações explodiram no RepTok, uma das maiores comunidades do TikTok, e os vídeos de produtos falsificados somaram bilhões de visualizações. Os tiktokers usaram hashtags como “dupes” e “reps” para criar vídeos que comparam ou mostram produtos falsificados e chamaram a atenção do público. Nesses vídeos, eles dizem abertamente que os produtos são falsificações (imitações) e se gabam da qualidade e do preço baixo.
Termos-chave
- O que são “dupes”? “Dupe” é uma palavra que significa “enganar, passar a perna”, e nas redes sociais a hashtag reúne conteúdos que mostram produtos de faixa de preço diferente com desempenho parecido ou que comparam falsificações e originais.
- O que são “reps”? É a abreviação de “replicate shoes” e significa “imitação (falsificação) de tênis”; a hashtag reúne conteúdos como unboxings e hauls de tênis falsificados ou com informações sobre onde comprá-los.
O objetivo desses vídeos é, depois de conseguir muitas visualizações, levar o público a outros canais de intermediação de vendas, como planilhas públicas no Google ou plataformas de mensagens privadas como Discord, Snapchat e WhatsApp.
Os intermediários de falsificações conectados levam os usuários a marketplaces online como DHgate e Pandabuy, ou os ajudam a comprar lá. Mas, para escapar da detecção, os anúncios nos marketplaces online são codificados.
Conteúdo da MarqVision - A realidade do RepTok no TikTok: assista ao vídeo que expõe os anúncios de falsificações (imitações)
Tendência 3: a mudança na visão da geração Z sobre as imitações
A geração Z (Gen Z) são as pessoas nascidas entre o fim dos anos 1990 e o começo dos anos 2010, e ela encara as falsificações de um jeito diferente. Assim como as palavras “dupes” e “reps” são comuns nas redes sociais, a mudança de atitude em relação às falsificações trouxe um novo paradigma. A ideia é que não só as empresas, mas também os consumidores, precisam caminhar na direção de valorizar o original e o valor da marca.
A proximidade da geração Z com as falsificações pode ser vista como um símbolo do espírito dessa geração, que questiona as normas estabelecidas, incluindo as noções tradicionais sobre propriedade intelectual (PI). Segundo dados da INTA (International Trademark Association, Associação Internacional de Marcas), nada menos que 79% da geração Z comprou falsificações no último ano.
As escolhas da geração Z se concentraram em roupas, calçados e eletrônicos (eletrodomésticos), e partem da visão de que as falsificações são mais uma opção, que pesa menos no bolso e é boa o bastante, por fora, para enganar as pessoas.
Com resultados parecidos, uma pesquisa do EUIPO (European Union Intellectual Property Office, Instituto da Propriedade Intelectual da União Europeia) mostra que mais de 50% da geração Z considera aceitável comprar falsificações. Esses números vão além de uma mudança de percepção e retratam uma realidade de consumo: as falsificações (imitações) não são só um problema de mercado, mas uma nova realidade para as marcas, que reflete os valores em evolução dos consumidores.
Enquanto as marcas tentam se orientar nesse cenário de falsificações em transformação, entender bem a relação entre a geração Z e as falsificações é indispensável para manter a autenticidade e o significado da marca.
Aceitar as imitações (“dupes”) reflete a abordagem única de uma geração sobre a autenticidade dos produtos e o consumo, e cria uma interação dinâmica entre marcas, consumidores e tendências de mercado em evolução.
Tendência 4: falsificadores adotam a IA
A última grande tendência do mercado de falsificações é a adoção de IA. À medida que as tecnologias de IA ficaram conhecidas e passaram a ser usadas pelo público em geral, os fabricantes de falsificações ganharam muito mais capacidade de agir online.
Avaliações falsas

Ficou muito mais fácil para os vendedores de falsificações escrever avaliações positivas falsas ou gerá-las e publicá-las em massa. Com ferramentas de escrita com inteligência artificial (IA), como Google Bard e ChatGPT, dá para escrever milhares de avaliações falsas de produtos.
As avaliações são a forma mais comum de os consumidores verificarem, antes de comprar, se um produto é original ou falso, e as avaliações falsas embaralham tudo e tornam ainda mais difícil comprar o original.
Imagens geradas por IA
As imagens de produtos geradas por IA devem virar uma preocupação crescente para as marcas. Com a IA cada vez mais sofisticada, os vendedores de falsificações estão a um passo de causar problemas em todas as plataformas de e-commerce usando imagens falsas convincentes, feitas com ferramentas como Midjourney e DALL-E 3.
Por enquanto, a tecnologia das versões gratuitas não gera imagens que imitam perfeitamente, e há limites técnicos de quantas vezes o usuário pode acessar o software, o que restringe a criação de imagens falsas pelos vendedores de falsificações.
Mas estamos no começo da disseminação real das imagens geradas por IA. Com a velocidade do avanço tecnológico, pode não demorar muito até os marketplaces online ficarem lotados de imagens geradas por IA.
Essas imagens falsas podem escapar dos softwares de reconhecimento de imagens e objetos com inteligência artificial; algo que parece claramente estranho para uma pessoa pode não ser reconhecido com precisão por uma IA que tenta entender a imagem.
Influenciadores virtuais
É um dos produtos de IA mais inovadores e atraentes, com potencial para transformar o mercado de falsificações. A Lu do Magalu, influenciadora virtual brasileira, é o exemplo mais notável. Esses novos personagens digitais conquistam muitos seguidores nas redes sociais e têm grande influência.
As tendências citadas acima usam influenciadores virtuais para enganar os consumidores, e, especialmente com a geração Z, isso tem um efeito real que pode levar à compra. Quanto mais atenção esses influenciadores virtuais recebem, maior o risco de mal-entendidos, e é urgente adotar estratégias de proteção de marca adaptadas ao mercado, como a educação do consumidor.
Venda de falsificações: como as empresas podem reagir?
Com a popularidade do conteúdo coreano, você já deve ter percebido como as roupas e os produtos usados por celebridades em séries e programas de variedades ficam populares. Se um produto da sua empresa esgotar de repente, a alegria dura pouco: uma guerra contra as falsificações vem pela frente.
No começo, os responsáveis da empresa procuram pessoalmente as vendas de falsificações e entram em contato para pedir a remoção, mas depois os vendedores de falsificações mal-intencionados se multiplicam, e pode ficar difícil até acompanhar os métodos novos deles. Afinal, a venda de falsificações, na Coreia e no exterior, sempre acontece de forma inesperada.

Com a MarqVision, o processo de proteger o valor dos produtos da marca fica mais eficiente, fácil e rápido, em quatro etapas.
- Segmenta as imagens de vários produtos, incluindo os campeões de venda e os produtos da marca que viralizaram, para detectar com rapidez e precisão as vendas de falsificações online,
- remove os vendedores que fabricaram e venderam falsificações da marca,
- permite aplicar medidas judiciais offline de forma estratégica, com o time jurídico e os especialistas em proteção de propriedade intelectual (PI) da MarqVision,
- e protege a marca de forma estratégica com análises e consultoria completas, por país, por produto e mais.
Para que fundadores e responsáveis por marcas de beleza e moda possam se concentrar mais no desenvolvimento de produtos e em novas oportunidades de crescimento, a MarqVision oferece um serviço que dá visibilidade sobre a venda de falsificações e as perdas da empresa. Se quiser saber mais sobre a solução da MarqVision baseada em IA, fale diretamente com um especialista.
