Tendências do e-commerce em 2026: compras com IA e o surgimento do comércio zero clique
As compras sem busca começaram. Veja como o comércio zero clique, em que a IA recomenda e escolhe, muda as plataformas e o que as marcas precisam preparar.

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- Menos busca, escolhas mais rápidas
- “Buscar → comparar → clicar → comprar” deixou de ser o padrão
- A vantagem agora é ser escolhido, não o tráfego
- O e-commerce coreano já entrou na fase do zero clique
- As plataformas estão virando “motores de escolha com IA”
- No fim, as compras se tornam agênticas
- [Prévia] Seminário: como a IA está mudando o e-commerce em 2026
Menos busca, escolhas mais rápidas
No artigo anterior, usamos a ideia de “imposto da IA (AI Tax)” para mostrar como, à medida que a marca cresce, falsificações, falsa identidade e mercado cinza drenam a receita de forma estrutural.
Agora, vamos olhar para uma mudança que acontece antes disso.
Como os consumidores estão mudando?
Não se trata de uma tendência passageira. A pergunta está ligada diretamente à mudança estrutural do e-commerce na era das compras com IA, que vai definir como as marcas serão descobertas e escolhidas daqui para a frente.
“Buscar → comparar → clicar → comprar” deixou de ser o padrão

O jeito de comprar online a que nos acostumamos era claro: buscar, comparar, clicar e comprar. Esse padrão está mudando rápido. A IA já não se limita a mostrar informações: ela resume produtos, recomenda e leva o consumidor até o pagamento.
Analistas do varejo já apontam que “o comércio eletrônico baseado em busca e comparação está mudando rapidamente com a adoção da IA”. Com isso, muda também o papel do consumidor: em vez de pesquisar e comparar, ele passa apenas a tomar a decisão final.
Chamamos essa mudança de comércio zero clique (zero-click commerce): um novo padrão de consumo em que a compra acontece sem cliques, a partir das recomendações da IA.
A vantagem agora é ser escolhido, não o tráfego

A mudança mais importante nas compras com IA é clara: o que conta agora não é o tráfego, e sim ser escolhido.
No e-commerce, aparecer no topo dos resultados de busca era a principal vantagem competitiva. Agora, entrar na lista de recomendações da IA pesa mais.
Ou seja, a base da concorrência está mudando:
- Disputa por tráfego → disputa pela escolha
- Disputa por cliques → disputa por recomendações
As projeções vão na mesma linha: quanto mais as compras com agentes de IA se espalharem, mais a disputa pela busca vai perder força e mais o modelo baseado em recomendações vai se fortalecer. O e-commerce está trocando um modelo guiado pelo tráfego por um modelo guiado pela escolha da IA.
O e-commerce coreano já entrou na fase do zero clique
Não é só uma tendência global. O e-commerce coreano também avança rápido na mesma direção. Grandes varejistas, como Lotte, Shinsegae e Hyundai Department Store, fizeram da IA uma estratégia central e preparam experiências em que a recomendação leva naturalmente à compra.
O Grupo Shinsegae usa os dados dos clientes para construir as “compras zero clique”, em que a recomendação leva ao pagamento sem nenhuma busca, e a Gmarket usa dados de comportamento dos usuários para reforçar uma experiência de compra com curadoria por IA. A Hyundai Department Store, por sua vez, liga a recomendação à compra com um assistente de compras com IA. (Fonte: Fortune Korea)
A direção é clara: o e-commerce coreano já está migrando para um modelo baseado nas recomendações da IA.
As plataformas estão virando “motores de escolha com IA”

O rumo de cada plataforma coreana deixa isso evidente.
A Coupang se apoia na entrega rápida e no preço competitivo para tornar seus produtos fáceis de a IA escolher. A Naver acumula avaliações e conteúdo como ativos de dados para aprimorar seus algoritmos de recomendação por IA. A Kakao mostra como a experiência do seu mensageiro pode evoluir para compras com IA conversacional.
Cada plataforma segue um caminho, mas a direção é a mesma: em vez de o usuário escolher sozinho, a IA passa a ajudar na escolha.
No fim, as compras se tornam agênticas

A pandemia de covid tornou as compras online parte do dia a dia. Agora, a IA está redefinindo a forma de comprar.
Da era de buscar e comparar para a era de receber recomendações e ser escolhido
Não é só uma questão de conveniência. É uma mudança estrutural no próprio funcionamento do e-commerce. As compras estão migrando para o modelo de “compras agênticas (agentic shopping)”, em que a IA participa da decisão.
Isso coloca uma nova pergunta para as marcas:
Não como aparecer mais, e sim como ser escolhida
E respondê-la exige mudar a estratégia de marca e a forma de usar os dados.
[Prévia] Seminário: como a IA está mudando o e-commerce em 2026

No seminário da MarqVision de 30 de abril, vamos mostrar em detalhes como essas mudanças afetam o dia a dia do e-commerce e quais estratégias as marcas precisam preparar.
É a chance de ver o quadro completo em um só lugar: a virada para as compras guiadas por IA, o mercado cinza e a questão dos preços, até o Brand Intelligence Agent.
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