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15 milhões de tutores de pets: tendências de consumo pet e os problemas do mercado cinza | julho de 2026

Com a petconomy e a humanização dos pets, o pet food cresce e fica mais competitivo. Veja os riscos do mercado cinza para a distribuição e a saúde dos animais.

Irene Lee4 min de leitura
Nesta página6
  1. Um mercado de pet food movido pela petconomy e pela humanização dos pets
  2. O mercado online de pet food: concorrência acirrada e a importância da estratégia de canais
  3. Quem gasta e quanto: os padrões de consumo das famílias com pets
  4. O mercado cinza de pet food: revenda internacional e a quebra da distribuição
  5. Estratégias práticas para proteger os pets e as marcas de pet food
  6. Perguntas frequentes

O número de pessoas que criam animais de estimação na Coreia já passa de 15 milhões. Segundo o Ministério da Agricultura, Alimentação e Assuntos Rurais, o mercado pet coreano foi estimado em cerca de 8,5 trilhões de wons em 2022 e deve chegar a cerca de 21 trilhões de wons em 2032. O mercado online de pet food, em especial, responde por cerca de 80% do total (cerca de 698,3 bilhões de wons), muito à frente das lojas físicas (196,9 bilhões de wons). Segundo o instituto de pesquisa do KB Financial Group, o gasto médio mensal das famílias com pets chega a 154 mil wons. Como os pets deixaram de ser vistos como simples “bichos de estimação” e passaram a ser parte da família, o “consumo pet” cresce muito mais rápido que o mercado de bens de consumo em geral. Segundo uma análise das vendas de ração para cães (Hankyoreh), em 2024 as vendas de ração para cães passaram do dobro das vendas de fórmula infantil e papinhas, e a diferença aumenta a cada ano desde 2021.

Só que, quanto mais o mercado cresce, mais os problemas se multiplicam. São cada vez mais comuns os casos de produtos desenvolvidos com cuidado pela marca e distribuídos sem autorização, e de consumidores lesados por produtos comprados fora dos canais oficiais. O que impulsiona o consumo pet? E que problemas surgem com ele? Veja em detalhes neste artigo.

Resumo:

  • O mercado pet coreano deve crescer de 8,5 trilhões de wons em 2022 para 21 trilhões de wons em 2032, e o online responde por 80% da distribuição de pet food
  • No mercado cinza (vendas não autorizadas) circulam rações vencidas, com embalagem danificada ou em desacordo com as regras sobre ingredientes, que ameaçam a saúde dos animais e reduzem a confiança na marca
  • Rações terapêuticas vendidas sem consulta em lojas online derrubam o princípio de venda exclusiva em clínicas veterinárias e a confiança dos parceiros
  • Com um gasto médio mensal de 154 mil wons por família e compras guiadas por qualidade e ingredientes, a gestão dos canais oficiais está diretamente ligada à recompra e à confiança na marca
  • A MarqVision oferece às marcas de pet food monitoramento da distribuição em tempo real e bloqueio de vendas não autorizadas

Um mercado de pet food movido pela petconomy e pela humanização dos pets

As duas palavras-chave que movem o crescimento atual do mercado pet são “petconomy” (Petconomy) e “humanização dos pets” (Pet Humanization).

🤔“Petconomy” junta “pet” e “economy” (economia) e se refere ao crescimento e à expansão de todo o setor de produtos e serviços para animais de estimação.

“Humanização dos pets” é a mudança de mentalidade que leva a tratar os animais como parte da família e a cuidar também da saúde e da qualidade de vida deles. Essa tendência ficou ainda mais clara depois da pandemia. O mercado de pet food, antes centrado na ração, agora se divide em petiscos, suplementos e produtos funcionais e evolui como o mercado de alimentos saudáveis para pessoas.

Essa mudança fica mais evidente nas categorias de produtos. Primeiro, o pet food de bem-estar e premium cresce de forma explosiva. Os petiscos de tofu da Pulmuone tiveram alta de 234,8% nas vendas em 2024, prova da demanda por produtos feitos com ingredientes de padrão humano. Segundo, surgem rações personalizadas por raça, idade e condição de saúde. Com a multiplicação de serviços em que a IA recomenda ração e suplementos a partir dos dados do animal, o conceito de “prescrição sob medida para o meu pet”, como nos alimentos saudáveis para pessoas, está se consolidando. Terceiro, o mercado vai além da ração básica e se expande para suplementos, petiscos funcionais e auxiliares para articulações, pele e intestino. Produtos que lembram os suplementos para pessoas, como os de imunidade e probióticos, ou os petiscos liofilizados, crescem rapidamente.

Segundo a projeção do tamanho do mercado pet coreano (Dailyvet), o mercado é estimado em cerca de 1,18 trilhão de wons, e a distribuição online está no centro dele. Nos dados de vendas de março de 2023 a fevereiro de 2024, as vendas online somaram cerca de 698,3 bilhões de wons, cerca de 80% do total, muito à frente das lojas físicas (196,9 bilhões de wons).

Canal de distribuiçãoVendasParticipação
OnlineCerca de 698,3 bilhões de wonsCerca de 80%
Lojas físicasCerca de 196,9 bilhões de wonsCerca de 20%
TotalCerca de 895,2 bilhões de wons100%

O mercado online de pet food: concorrência acirrada e a importância da estratégia de canais

Com a demanda crescente por produtos premium, os consumidores avaliam com cuidado não só o preço, mas também os ingredientes, a nutrição e até a filosofia da marca antes de comprar. O online deixou de ser só um canal de distribuição e virou o principal ponto de contato direto entre marcas e consumidores. Segundo a Nielsen, a maior parte da ração para pets é vendida online, e o “consumo inteligente”, baseado em avaliações e na comparação de ingredientes, virou o padrão.

Mas onde há oportunidade há sempre risco. Com o crescimento do mercado e a chegada de muitas marcas e vendedores, aumentam os problemas de mercado cinza (vendas não autorizadas), vendedores não oficiais e revenda.

Segundo a Agência Coreana do Consumidor, boa parte dos danos ligados a produtos para pets acontece em plataformas de comércio social ou online, e os consumidores enfrentam vários problemas, como produtos vencidos, embalagens danificadas e autenticidade não verificada.

O número de marcas de pet food online cresce a cada ano, mas a participação das líderes está até diminuindo. Ou seja, a concorrência ficou mais acirrada, e a gestão da distribuição e a diferenciação da marca ganharam ainda mais peso.

Quem gasta e quanto: os padrões de consumo das famílias com pets

O crescimento do mercado de pet food se explica, no fim, por “quem gasta, com o quê e quanto”. O número de tutores de pets na Coreia passou de 15 milhões, e o volume e a forma de consumo das famílias com pets mudam rapidamente. Segundo o instituto de pesquisa do KB Financial Group, o gasto médio mensal das famílias com pets é de cerca de 154 mil wons, e a maior parte vai para comida, como ração e petiscos.

Três pontos chamam a atenção nos padrões de consumo. Primeiro, com o aumento de pessoas que moram sozinhas e de casais em que os dois trabalham, ficou mais forte a visão do pet como membro da família, e “qualidade e ingredientes” passaram à frente do “preço” como critério de compra. Segundo, com o envelhecimento dos pets, crescem os gastos com produtos funcionais, como auxiliares para articulações, pele e intestino. Terceiro, mais famílias compram ração e suplementos por entrega recorrente (assinatura), o que aumenta ainda mais a dependência dos canais online.

Esses padrões de consumo trazem uma lição clara para as marcas de pet food. Como os consumidores compram repetidamente online, avaliando até os ingredientes e a filosofia da marca, manter canais oficiais e preços e qualidade consistentes está diretamente ligado à recompra e à confiança na marca.

O mercado cinza de pet food: revenda internacional e a quebra da distribuição

Com o crescimento acelerado do mercado de produtos para pets, puxado pelo online, o problema do mercado cinza (vendas não autorizadas), em que os produtos circulam por caminhos que a marca não previu, fica cada vez mais grave. Não se trata de simples confusão nos canais de distribuição: o resultado são danos diretos, como a queda da confiança dos consumidores e o desgaste da imagem da marca.

Nos produtos distribuídos por pessoas físicas, por conta própria, e não por importadores oficiais, é difícil garantir a qualidade, e a política de preços também fica instável, o que representa um grande risco para a marca.

1. Vendas não autorizadas via compras internacionais: “Achei que era original… tudo bem?”

Com o interesse crescente pela “compra direta no exterior”, é comum ver vendedores que compram produtos baratos fora do país e os revendem em plataformas online coreanas, ou que os distribuem sem nenhuma ligação com os canais oficiais.

Com o preço baixo, esses produtos às vezes aparecem no topo da busca, mas causam os seguintes problemas:

  • Origem desconhecida: a descrição do produto é insuficiente ou o caminho de importação não é claro, o que dificulta ao consumidor verificar a segurança.
  • Violação das regras sobre ingredientes: produtos com ingredientes fora dos padrões coreanos às vezes são vendidos sem nenhum filtro.
  • Prazo de validade vencido: já houve casos de rações vencidas havia mais de dois anos circulando abertamente.
  • Problemas de higiene: reclamações de higiene, como embalagem danificada e presença de corpos estranhos, continuam aparecendo.
  • Suspeita de falsificação: há produtos que parecem originais por fora, mas têm qualidade muito inferior ou provocam reações adversas nos animais.

Os casos reais de danos aos consumidores deixam a gravidade do problema ainda mais clara. Primeiro, há casos de animais que tiveram problemas digestivos, como vômito e diarreia, depois de comer ração vencida havia mais de dois anos. Segundo, há produtos cuja embalagem foi danificada no transporte, deixando o conteúdo exposto e levantando suspeitas de contaminação. Terceiro, há relatos de reações alérgicas depois do consumo de produtos com ingredientes fora dos padrões coreanos. Boa parte dos danos ligados a produtos para pets registrados na Agência Coreana do Consumidor aconteceu em plataformas online, e os principais problemas foram autenticidade não verificada, validade vencida e embalagem danificada.

Não são poucas as avaliações de tutores que relatam sintomas como vômito, diarreia e falta de apetite depois de dar aos pets um pet food distribuído sem autorização. Como os animais não falam, muitas vezes o estado do produto só é verificado depois que o problema aparece, o que agrava o dano. O mercado cinza, que ameaça a saúde dos pets, vai além da preocupação dos consumidores e atinge diretamente a confiança na marca.

Tipo de problemaDano ao consumidorImpacto na marca
Prazo de validade vencidoProblemas digestivos, como vômito e diarreiaQueda da confiança na qualidade
Violação das regras sobre ingredientesRiscos à saúde, como alergiasRisco de responsabilização da marca
Embalagem danificada e problemas de higieneContaminação e corpos estranhosDanos à imagem do produto
Suspeita de falsificaçãoReações adversas no animalColapso da confiança no original
Confusão na política de preçosConfusão na disputa pelo menor preçoQueda da confiança dos parceiros de distribuição

2. A quebra da distribuição: por que nem todo mundo deveria comprar ração terapêutica?

Além disso, a venda online indiscriminada de “rações terapêuticas” está abalando a própria estrutura de distribuição. A ração terapêutica é feita para animais com doenças específicas e pressupõe o diagnóstico e a prescrição de um veterinário; se e por quanto tempo deve ser dada depende do estado de saúde do animal. Como o uso errado pode até prejudicar a saúde do animal, a maioria das marcas globais de pet food mantém o princípio de que “ração terapêutica é vendida só em clínicas veterinárias”.

Mas, recentemente, as rações terapêuticas passaram a ser vendidas não só em marketplaces abertos, mas também em lojas online operadas pelas próprias clínicas veterinárias. Das 17 lojas de ração terapêutica que aparecem no topo da busca, todas registraram o endereço de uma clínica veterinária como endereço comercial ou têm como responsável a mesma pessoa que dirige a clínica. (Fonte: Dailyvet) E a expectativa é que esse tipo de loja online aumente ainda mais com o tempo.

O problema é que, embora pareça “prático” para o tutor, comprar ração terapêutica sem consulta pode fazer o animal perder a chance de tratamento ou ter os sintomas agravados. Para a marca, isso também destrói a confiança dos parceiros de distribuição e cria uma situação em que os veterinários e as farmácias que seguem as regras é que saem perdendo.

Cada vez mais veterinários que seguem as regras se sentem desanimados ao ouvir dos tutores “Outras clínicas vendem pela internet” ou “Online sai mais barato”. O desvio de conduta de alguns veterinários não é problema de uma clínica isolada: prejudica todo o setor, com violações da política da marca, colapso da rede de distribuição e confusão na política de preços.

É hora de criar uma estrutura de monitoramento e resposta mais ativa para colocar ordem na distribuição de pet food.

Estratégias práticas para proteger os pets e as marcas de pet food

Hoje, ração e suplementos para pets podem ser comprados com uma única busca. Na mesma medida, porém, crescem as vendas sem nenhuma verificação. E, se produtos que exigem prescrição veterinária circularem de forma indiscriminada, eles se tornam uma ameaça direta à saúde dos animais.

O mercado cinza vai além do preço e destrói a confiança dos consumidores. Prejudica a estratégia de preços e de distribuição da marca e a relação com os distribuidores oficiais. No fim, a desconfiança em relação ao produto derruba a imagem da marca e as vendas.

Com a previsão de que o mercado pet coreano cresça de cerca de 8,5 trilhões de wons em 2022 para cerca de 21 trilhões de wons em 2032, quanto maior o mercado, maior a chance de crescerem também as vendas não autorizadas e os vendedores não oficiais. Com o online respondendo por 80% da distribuição de pet food, se a marca não gerenciar sua rede de distribuição de forma preventiva, os frutos do crescimento do mercado podem ir para os vendedores do mercado cinza, e não para as marcas que protegem o original.

Agora é a hora de as marcas de pet food tomarem a iniciativa. Elas precisam saber em tempo real onde e como seus produtos estão sendo distribuídos e bloquear rapidamente as vendas anormais. Combater o mercado cinza (vendas não autorizadas) com IA para decisões no e-commerce deixou de ser opcional e virou uma estratégia indispensável.

A MarqVision oferece soluções de proteção de marca para proteger os produtos, o valor e a competitividade das marcas de pet food. Descubra agora por que marcas em rápido crescimento, como Kangol, Helen Kaminski, Pan Am e Villeroy & Boch, escolheram a MarqVision.

Veja também o webinar Roteiro de estratégias de sucesso no e-commerce, realizado em 29 de maio de 2025. Nele, compartilhamos formas práticas de recuperar as vendas perdidas para o mercado cinza (vendas não autorizadas) e proteger a marca na disputa pelo menor preço.

Perguntas frequentes

Como o mercado cinza afeta as marcas de pet food?

O mercado cinza (vendas não autorizadas) causa três danos diretos: confusão na política de preços, queda da confiança dos consumidores e desgaste da relação com os parceiros oficiais de distribuição. Quando produtos vencidos ou rações com embalagem danificada são vendidos sem autorização, os animais adoecem, os consumidores deixam de confiar na marca e os distribuidores oficiais que seguem as regras ficam em desvantagem.

Que problemas surgem quando rações terapêuticas são vendidas online de forma indiscriminada?

A ração terapêutica é feita para o manejo de doenças específicas e pressupõe o diagnóstico de um veterinário. Quando pode ser comprada facilmente online, sem consulta, o animal pode perder o momento certo do tratamento ou ter os sintomas agravados. E, com o fim do princípio de “venda exclusiva em clínicas” definido pela marca, a confiança dos parceiros de distribuição desmorona junto.

Qual é a diferença entre vendas não autorizadas de pet food e de bens de consumo em geral?

As vendas não autorizadas de pet food são mais graves que as de bens de consumo em geral porque podem causar danos diretos à saúde de animais que não conseguem falar. Mesmo quando surgem reações adversas, como vômito e diarreia, depois do consumo de ração vencida ou em desacordo com as regras sobre ingredientes, é difícil identificar o problema na hora, e muitas vezes o estado do produto só é verificado depois do dano à saúde.

Como identificar vendas não autorizadas por revenda internacional na distribuição online de pet food?

É preciso verificar quatro sinais: origem desconhecida, violação das regras sobre ingredientes, prazo de validade vencido e embalagem danificada. Segundo dados da Agência Coreana do Consumidor, boa parte dos danos ligados a produtos para pets acontece em plataformas online, e os principais problemas são a autenticidade não verificada e a validade vencida.

Como as marcas de pet food podem se preparar para o crescimento do mercado para 21 trilhões de wons previsto até 2032?

Elas precisam montar já uma estrutura de monitoramento da distribuição em tempo real. Como o mercado deve crescer de 8,5 trilhões de wons em 2022 para 21 trilhões de wons em 2032, as vendas não autorizadas e os vendedores não oficiais também vão aumentar. Para que os frutos desse crescimento fiquem com as marcas que protegem o original, é preciso saber em tempo real onde e como os produtos são distribuídos e bloquear rapidamente as vendas anormais.

Escrito por

Irene Lee