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Tendências do e-commerce em 2026: recomendação por IA, controle de canais e preços globais

Destaques do seminário da MarqVision sobre IA e e-commerce em 2026: escolha pela IA, controle de canais e preços globais, com cases da Yonsei Dairy e da GNM Life.

Jinie Park4 min de leitura
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  1. Destaques do seminário sobre como a IA está mudando o e-commerce em 2026
  2. 2. Os riscos de canal que as marcas enfrentam agora exigem uma resposta baseada em dados
  3. 3. Expansão global com uma estrutura de preços que protege as margens
  4. O controle da marca agora é vantagem competitiva
  5. Perguntas frequentes | Tendências do e-commerce em 2026: recomendação por IA, controle de canais e preços globais

Destaques do seminário sobre como a IA está mudando o e-commerce em 2026

Para crescer de forma sustentável no mercado online, as marcas agora precisam ir além dos resultados de vendas de curto prazo e garantir uma estratégia de canais e um controle da marca ajustados às mudanças trazidas pela IA.

No seminário de 30 de abril, a MarqVision compartilhou, em três temas, a realidade do e-commerce que as marcas enfrentam e as principais estratégias para reagir. As apresentações ficaram a cargo da liderança de produto e do time de planejamento de Brand Intelligence da MarqVision e do ex-diretor de negócios globais da Aekyung Industrial, e profissionais da Yonsei Dairy e da GNM Life participaram do painel.

1. A “era da busca” acabou: a sua marca precisa ser escolhida pela IA

O consumidor, que antes navegava pelas plataformas e comparava tudo por conta própria, agora deixa a IA pesquisar, resumir e recomendar, e só toma a decisão final. Segundo a Bain & Company, o volume de buscas relacionadas a compras no ChatGPT cresceu 70% em seis meses, 44% das pessoas na Coreia já usaram IA, e mais de 80% delas usam IA para buscar informações.

Essa mudança traz um novo desafio para as marcas: a estratégia de SEO (otimização para mecanismos de busca) tradicional, sozinha, não garante visibilidade nem recomendação no ambiente de IA. É hora de migrar para a AEO (otimização para mecanismos de resposta), que prepara a consistência das informações da marca, a qualidade das avaliações e a coerência entre canais num formato que a IA consiga entender e citar.

O ponto central é a rapidez com que você estrutura os dados da marca num formato legível pela IA. A Brand Intelligence que a MarqVision apresentou no seminário parte exatamente daí. Ela conecta em tempo real o enorme volume de dados que a marca já tem para construir sinais de confiança (Trust Signal) que a IA pode usar como base para recomendar, e ao mesmo tempo os transforma em insights que o responsável pela marca pode avaliar e colocar em prática na hora.

Na era da IA, não existe segundo lugar. Ou você é escolhido, ou não existe.
- Kim Bit-na, Global Head of Product da MarqVision

2. Os riscos de canal que as marcas enfrentam agora exigem uma resposta baseada em dados

A entrada de vendedores não oficiais, o colapso da estrutura de preços, a experiência de marca prejudicada pela distribuição sem controle. O que esses problemas têm em comum é que o prejuízo já se acumulou antes de a marca perceber. As plataformas não bloqueiam isso pela marca. Detectar e reagir é tarefa da marca.

A pergunta que a maioria dos responsáveis por marcas não consegue responder na hora mostra a essência do problema. Não é que faltassem dados. Pelo contrário: eram dados demais. O problema era não haver uma estrutura que ligasse esse volume de dados à tomada de decisão. No modelo antigo, o trabalho muitas vezes parava no monitoramento e nos relatórios; enquanto a análise avançava, o mercado já tinha mudado, e o time acabava voltando a depender da intuição e da experiência.

A Brand Intelligence da MarqVision muda essa estrutura. O centro dela são os agentes de IA criados pela MarqVision. Um agente é um LLM treinado em uma área específica, e os agentes da MarqVision são IAs treinadas com as informações de produto da marca, as políticas das plataformas e os padrões de infração de PI. Por isso, quando um profissional faz uma pergunta em linguagem natural, não é uma IA genérica que responde, e sim um agente que entende o contexto da sua marca, conecta os dados, aponta os problemas mais importantes e as prioridades do momento e ainda sugere ações que podem ser executadas na hora.

No painel que veio em seguida, a Yonsei Dairy contou que, ao adotar o monitoramento com IA, reduziu em mais de 70% o esforço de trabalho e passou de uma resposta reativa para uma resposta preventiva. Como agora consegue detectar sinais de anomalia nos preços com antecedência, o próprio papel do responsável mudou: do simples monitoramento para a estratégia de crescimento da marca.

A IA não era uma ferramenta para aumentar a eficiência, e sim para criar controle. Quando passamos a ter certeza de que conseguíamos manter o padrão de preços, vendas e marketing começaram a funcionar de forma consistente.
- Lee Jun-oh, diretor de divisão da Yonsei Dairy

A GNM Life compartilhou dois princípios para manter a confiança na marca. O primeiro é a transparência baseada em dados: divulgar sem filtros, na página do produto, os laudos de análise e a origem das matérias-primas, para construir confiança com dados que o consumidor pode conferir por conta própria, e não com frases de marketing. O segundo é incorporar o feedback dos clientes na hora. Como no caso em que uma única avaliação dizendo que “o comprimido é difícil de engolir” levou a uma mudança real no tamanho do comprimido, a filosofia é que responder até às pequenas reclamações com mudanças no produto volta em forma de recompra.

O maior risco é a informação errada se espalhar em canais que a marca não controla. Nesse momento, o consumidor tem dificuldade para saber qual informação está certa, e a própria confiança na marca fica abalada.
- Lee Jae-yeon, líder de equipe sênior da GNM Life

3. Expansão global com uma estrutura de preços que protege as margens

Na mesma medida em que a IA reduziu as barreiras de entrada no mercado global, o controle de preços também está desmoronando. Algoritmos de preço dinâmico puxam automaticamente o preço oficial para baixo, até o preço dos concorrentes, e o estoque vendido com dumping em um país fica visível no mundo todo por meio da IA. Essa estrutura já está funcionando.

A principal recomendação foi: “Não decida o preço de exportação: desenhe a estrutura de preços”. Em vez do modelo Bottom-Up tradicional, que define o preço de exportação a partir do custo, é preciso um modelo Top-Down, que primeiro define o preço sugerido ao consumidor (RSP) e depois calcula de trás para a frente a margem de cada etapa da distribuição. Expandir os canais sem uma estrutura de preços leva a um ciclo vicioso: vendas de curto prazo, seguidas de queda de rentabilidade e conflitos entre canais.

“A expansão global não é uma questão de onde entrar, e sim de desenhar como ter sucesso. Expandir sem estratégia de GTM só gera vendas ruins.”
Yoon Seung-hyun, ex-diretor de negócios globais de bens de consumo da Aekyung Industrial

O controle da marca agora é vantagem competitiva

Uma estrutura de marca que a IA escolhe, controle de canais em tempo real e preços desenhados com base na rentabilidade. A mensagem que atravessou o seminário foi uma só: só as empresas que controlam bem a sua marca serão escolhidas na era da IA.

Se você quer estar um passo à frente no mercado online, que muda rapidamente, precisa revisar agora o controle dos seus canais e a estrutura de confiança da sua marca.

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Perguntas frequentes | Tendências do e-commerce em 2026: recomendação por IA, controle de canais e preços globais

P1. Qual é a diferença entre AEO e SEO tradicional? Se o SEO busca aparecer no topo dos resultados do Google, a AEO é a estratégia de estruturar as informações para que a marca seja recomendada primeiro em ambientes de busca com IA, como ChatGPT e Gemini. A consistência das informações da marca, a qualidade das avaliações e a coerência do conteúdo são os elementos centrais.

P2. O que é preciso para detectar com antecedência os riscos nos canais de e-commerce? É preciso um sistema automatizado que analise em tempo real o movimento de vendedores e preços em todas as plataformas. Com monitoramento manual, na maioria das vezes o prejuízo já se espalhou quando é percebido.

P3. Por que desenhar a estrutura de preços é importante na expansão global? O preço formado no B2C não inclui a estrutura de margens da distribuição B2B, o que pode gerar conflitos de preço e piora da rentabilidade quando a marca expande para canais físicos. É preciso integrar desde o início os preços B2C e B2B com um desenho Top-Down baseado no RSP.

Escrito por

Jinie Park